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Carregando o coração 3D…
Paredes translúcidas: o sangue de cada câmara (AE, VE e aorta) tem a cor da pressão daquela câmara. O VE muda com o volume do VE e o AE com o volume do AE do modelo, inclusive na contração atrial. Os folhetos abrem e fecham nos eventos do modelo; as partículas mostram o sentido do fluxo. Arraste (ou use as setas) para girar.
Cavidade do VE: Bozkurt 2019, Eq. 1 e Tab. 1 — meio elipsoide de comprimento K·l (1,15 × 8 cm) cujo raio sai do volume do modelo; a parede externa acompanha esse raio. Forma do AE (escalada pelo volume do AE do modelo), da aorta, coronárias, folhetos e partículas: ilustração, sem fonte anatômica.
Para saber mais
O ventrículo esquerdo é uma câmara de elastância variável no tempo; as valvas são diodos ideais com uma pequena resistência; a circulação é uma cadeia de resistências e complacências em circuito fechado. Equações e valores padrão do adulto saudável de Bozkurt 2019.
Bozkurt 2019, Eqs. 6, 8 e 9 (escritas em raio; pela Eq. 1 o termo equivale ao volume do VE). Forma parecida em Shimizu 2018, Eqs. 2–3 (lá a EDPVR usa V − V0 no expoente), que chama B de “stiffness constant”. Na alça, a ESPVR desenhada é a pressão com ativação máxima (f = 1): Ees·(V − V0) + (A·eB·V − 1).
Bozkurt 2019, Eq. 7: “T1, T2, and T are the times at the end of systole, end of the ventricular relaxation and duration of the cardiac cycle”.
Bozkurt 2019, Eqs. 15–17.
Shimizu 2018, Eqs. 7–9. Valvas (Shimizu, seção “Valves”): “an ideal diode connected serially to a small resistor”; “The heart valves were modeled as ideal diodes allowing one-way blood flow” (Bozkurt).
| Parâmetro | Valor padrão | Fonte |
|---|---|---|
| Ees (contratilidade) | 2,5 mmHg/mL | Bozkurt, Tab. 1 |
| V0 | 15 mL | Bozkurt, Tab. 1 |
| A e B (EDPVR) | 1 e 0,02 (unidades não declaradas no artigo) | Bozkurt, Tab. 1 |
| T1 e T2 | 0,33·T e 0,45·T | Bozkurt, Tab. 1 |
| Frequência | 75 bpm (T = 0,8 s) | Bozkurt, Tab. 1 |
| AE: Emax, Emin, V0, Ta, D | 0,3 e 0,2 mmHg/mL; 5 mL; 0,8·T; 0,04 s | Bozkurt, Tab. 1 |
| Valvas mitral e aórtica (R) | 0,002 mmHg·s/mL | Bozkurt, Tab. 2 |
| Aorta (R, C) | 0,05 mmHg·s/mL; 0,2 mL/mmHg | Bozkurt, Tab. 2 |
| Arteríolas sistêmicas (R, C) | 0,95 mmHg·s/mL; 1,7 mL/mmHg | Bozkurt, Tab. 2 |
| Veias sistêmicas e pulmonares (R, C) | 0,05 mmHg·s/mL; 30 mL/mmHg (cada) | Bozkurt, Tab. 2 |
| Volume circulante do modelo | 1240 mL | Não informado no artigo; calibrado (ver abaixo) |
A diretriz define os perfis pelo exame clínico: congestão e baixo débito. O simulador não classifica o perfil, porque a diretriz classifica pelo exame clínico e não traz pontos de corte aplicáveis às saídas de um modelo.
| Sem congestão | Com congestão | |
|---|---|---|
| Sem baixo débito | Quente-seco | Quente-congesto |
| Com baixo débito | Frio-seco | Frio-congesto |
…classificando o paciente em quatro categorias (quente-congesto, se sem baixo débito com congestão; quente-seco, se sem baixo débito ou congestão; frio-congesto, se baixo débito e congestão; e frio-seco, se com baixo debito e sem congestão.SBC 2018, Parte 2, 1.1.
…o perfil de congestão associado à ausência de sinais de baixo débito cardíaco (quente-congesto) o mais frequentemente observado e de melhor prognóstico, e o manuseio terapêutico com diuréticos e vasodilatadores.SBC 2018, Parte 2, 1.4.5.
Cerca de 20% dos pacientes apresentam o modelo de congestão associado ao baixo débito cardíaco (frio-congesto). Estes pacientes apresentam pior prognóstico e, frequentemente, necessitam de suporte inotrópico associado a diuréticos.SBC 2018, Parte 2, 1.4.5.
A dificuldade de se estabelecer com precisão esta classificação é a baixa acurácia do exame clínico (cerca de 50%)…SBC 2018, Parte 2, 1.4.5.
| Bloco | Fonte | Onde |
|---|---|---|
| Equações do VE, do AE e valores padrão | Bozkurt 2019 (PLoS One) | Eqs. 1, 6–9, 15–17; Tabs. 1 e 2 |
| Forma geral do modelo (ESPVR, EDPVR, compartimentos, valvas) | Shimizu 2018 (J Physiol Sci) | Eqs. 2–3 e 7–9; seção “Valves” |
| Cenário ICFEr (valores) | Bozkurt 2019 | Tabs. 1 e 2, modelo de cardiomiopatia dilatada |
| Direção dos cenários | Bastos 2020; Walley 2016; Ogilvie 2020; StatPearls (Stroke Volume; Afterload Reduction) | Citação ao lado de cada cenário |
| Ea = Pes/VS, Ea/Ees, pós-carga pela resistência; trabalho sistólico = área da alça | Bastos 2020 | “Ventricular-arterial coupling”; “Myocardial energetics” |
| Fases do ciclo, B1 e B2 | StatPearls, Cardiac Cycle; Bastos 2020 | “Hemodynamics”; “General considerations” |
| Perfis clínico-hemodinâmicos | Diretriz Brasileira de IC Crônica e Aguda (SBC 2018) | Parte 2, 1.1 e 1.4.5 |
| Coração em 3D: tamanho e forma da cavidade do VE | Bozkurt 2019 | Eq. 1 e Tab. 1 (l = 8 cm, K = 1,15); raio tirado do volume do modelo |
| Coração em 3D: forma do AE, da aorta e das paredes, coronárias, folhetos, partículas | Ilustração | Sem fonte anatômica; o AE muda de escala com o volume do AE do modelo |
| Redução do circuito, volume circulante, rigidez pela constante B, intensidade dos cenários, ECG esquemático | Convenções do simulador | Explicadas em “Modelo e fontes” |